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Dicas para organizar suas finanças após o divórcio

Dicas para organizar suas finanças após o divórcio

Se você está pensando em se divorciar, é provável que esteja prestes a lidar com uma infinidade de incertezas. Mas para muitas mulheres, os maiores temores em casos de divórcio, estão ligados às consequências financeiras que eles podem ocasionar.

A maioria das mulheres se preocupam em como irão lidar com as finanças após a separação e todas costumam buscar respostas claras e definitivas sobre como será a partilha de bens, principalmente com quem ficará o imóvel no qual residem.

Infelizmente, há poucas regras absolutas em relação a quem fica com o quê. Mesmo assim, há algumas diretrizes que podem indicar as tendências.

Como os bens são divididos?
Divórcios que envolvem grandes somas de dinheiro e grande quantidade de bens costumam dar manchetes de jornal, mas a realidade para a maioria dos casais é ter que fazer com que o dinheiro que antes matinha uma casa, seja esticado para que possa manter duas. A maioria dos divórcios acaba nem chegando aos tribunais, mas mesmo assim, ao aconselharem seus clientes, os advogados costumam projetar o que os tribunais levariam em consideração, caso o divórcio chegasse a se transformar numa contenda judicial.

O ponto inicial é garantir que os menores de idade envolvidos com o divórcio estejam contemplados e que seus direitos, estejam garantidos. Além disso, outra prioridade das cortes é saber se as partes têm dinheiro suficiente para se manterem. Só então, é que os bens que vocês tiverem ganhado, adquirido ou construídos, serão devidamente partilhados.

Isso, obviamente, não significa que a casa, as pensões e os investimentos terão que ser exatamente repartidos, já que existem outros meios para se chegar ao mesmo objetivo. Mas pode ser que um dos cônjuges venha a comprar a parte do imóvel que é de direito do outro, ou que um fundo que mantinham em conjunto poderá ser dividido.

Dependendo do tipo de acordo pré-nupcial que tenham feito, o imóvel que tiver sido comprado antes do casamento e na qual vocês vivam, terá que ser incluído na partilha.

O que os tribunais levam em consideração
Na hora de avaliar quem fica com o que, os tribunais levam em consideração uma série de fatores, como por quanto tempo o marido e a mulher estiveram casados, qual a idade dos dois, qual acordo pré-nupcial fizeram, se tem um padrão de vida elevado ou não e qual o potencial financeiro de cada um de vocês hoje e no futuro.

Os tribunais também levarão em consideração se você dependia financeiramente do seu marido de forma exclusiva, ou vice-versa, e tentarão a todo custo evitar que uma das partes não tenha que arcar sozinha com todas as despesas dos filhos enquanto estes forem menores.

Separando suas finanças
Neste tópico, não estamos nos referindo à partilha e quem tem direito a o quê. Iremos tratar sim, das medidas que a serem tomadas para o encerramento das contas conjuntas e cartões que possuam no nome de ambos, minimizando assim as chances de uma das partes ter que responder pelas dívidas contraídas pelo outro. A menos que o seu divórcio seja completamente amigável, e que você consiga resolver todas as questões em comum acordo, o melhor conselho que podemos dar a você é que entre em contato o quanto antes com o banco no qual possuam conta conjunta, investimentos, dívidas ou financiamentos para consultar os procedimentos para separar ou encerrar essa conta.
Este conselho é fundamental, pois uma conta conjunta significa que ambos são igualmente responsáveis por todo o débito ou dívida contraída, não importando quem tenha sido responsável por eles. E infelizmente, muitos bancos optam pela opção mais fácil, ou seja, entram em contato e cobram a dívida de quem eles conseguirem contatar.

Portanto, se você mantiver o endereço residencial da família, registrado como endereço de contato de vocês, é atrás de você que eles provavelmente irão.

Por isso, seria muito aconselhável encerrar a conta conjunta que tiver com aquele que em breve será o seu ex-companheiro(a), abrindo contas individuais, no nome de cada um de vocês. Porém, vale lembrar que se a conta estiver a descoberto, ou utilizando o “cheque especial”, muito provavelmente não conseguiram fechá-la de imediato, mas somente quando zerarem a dívida.

Alguns bancos podem permitir que uma das partes congele a conta, exigindo porém, que para descongelá-la, os dois lados estejam de acordo. Portanto se as coisas azedarem, seu ex-parceiro pode escolher congelar a conta e se recusar a descongelar depois. Nem todo o banco costuma proceder da mesma forma, fazer as mesmas exigências, nem oferecer exatamente as mesmas regalias, portanto é bom consultar o seu gerente a respeito das suas possibilidades, explicando quais são seus receios e intenções.

Dicas para que você se prepare para a vida de solteiro após o divórcio
1. Se a ideia do divórcio tiver partido do seu companheiro, pode ser que você não tenha muito tempo para se preparar para o que está por vir. Mas se for algo pelo qual você anseia e se o seu marido é que tenha sempre tomado as decisões financeiras de vocês, procure reservar um tempo para entender que decisões são essas que ele tem tomado, para que você possa planejar com antecedência o que poderá fazer.

2. É realmente tentador ignorar os sinais de alerta que indicam que você está a caminho de ter sérios problemas financeiros, mas tente levá-los em consideração e encare a sua realidade. Se você sentir que não está apta a fazer isso por conta própria, peça ajuda a alguém em que possa confiar, ou faça ainda melhor, contrate um consultor financeiro para auxiliá-la.

3. Fique atenta aos seus gastos e controle seu saldo. Pode ser duro lidar com tudo isso enquanto estiver se divorciando, mas você pode usar o argumento das mudanças típicas de uma separação, para conseguir negociar uma dívida ou para explicar ao credor porque algumas contas têm sido pagas com atraso.

4. Se puder, separe as contas conjuntas. Descubra qual a política de contas conjuntas do seu banco, para casais que estão se divorciando.

5. No Brasil, não temos acordos para cartões de crédito conjuntos, portanto, se você tiver dois cartões de crédito referentes a uma mesma conta, e seu parceiro contrair uma dívida, você também poderá ser responsável pelo débito que você ou ele contrair.

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